como dizer o nome da ilha de outra forma #DizIlha

A actual situação (*) de crise por danos, naturais ou provocados, relacionados com os incêndios que lavraram de forma muito agressiva em várias zonas da Madeira, incluindo a encosta alta nordeste da baía do Funchal (São Gonçalo) provocou uma corrida às redes sociais Facebook e Twitter para a partilha de informação e, sobretudo, de imagens relacionadas com os fogos.

Esta reacção é natural no mundo digital e das redes sociais em especial, onde a rapidez da informação faz distinção e prevalece sobre a veracidade ou real dimensão da mesma. Neste aspecto, têm os utilizadores das redes sociais sido muitas vezes confrontados com opiniões contrárias à sua divulgação, em especial por jornalistas que, esses sim, têm deveres deontológicos quanto à forma como divulgam para os consumidores.

Entendo que todos têm o seu papel, desde os cidadãos aflitos que usam as redes para avisar os outros (frequentemente até familiares) das condições de aflição que vivem no momento, até aos jornalistas que devem usar com cuidado esta informação disponibilizada gratuitamente mas com as devidas cautelas e posteriores confirmações.

Esta discussão tem sido amplamente abordada em variados momentos, nas redes sociais e até em seminários temáticos. Venho abordá-la num outro sentido, que julgo ser importante e que deverá abrir discussão a opiniões variadas: o da co-responsabilidade dos utilizadores das redes sociais na cuidado a ter com o seu habitat na vertente económica. Isto é, como deve um cidadão utilizar a informação que disponibiliza para o mundo inteiro quando essa informação poderá trazer grave prejuízo à economia interna da região onde vive.

No caso específico da Madeira, aquele em que pretendo focar-me, as recentes crises naturais (20 de Fevereiro de 2010 e incêndios de grandes dimensões esta semana) desencadearam uma avalanche de fotografias e de divulgação variada dos acontecimentos. Se a dimensão do 20 de Fevereiro foi extrema nas redes sociais, a dos fogos foi mais calma e mais auto-regrada por algumas das pessoas que, diariamente, costumam ser associadas à Madeira, em especial no Twitter.

Na minha opinião, a divulgação entre o Twitter e o Facebook é abismal neste tipo de informação. Enquanto que. nestes casos, o Facebook é mais utilizado apenas em Português e a maior parte dos “amigos” é localizada, já no Twitter a informação é imediatamente internacionalizada e de mais fácil redistribuição.

O YouTube não está esquecido nesta abordagem, até por ser o principal meio de partilha de vídeos sobre as situações de crise. No entanto, a divulgação faz-se, em grande parte, pela partilha posterior dos links nas redes sociais, muito mais do que dentro da própria rede YouTube.

Como cidadã, sinto a necessidade de ter em atenção vários factores ao difundir informação no Twitter: veracidade, confirmação, interesse para os meus seguidores, interesse para a minha comunidade local, a Madeira.

É neste último ponto que venho sugerir abertura de uma discussão sobre a forma como os “twitterers” podem ajudar a divulgar informação de interesse em situações de crise sem descurar a importância que toda a informação que se emite para o exterior tem em termos de capacidade de afectar, positiva ou negativamente, a Madeira como destino turístico. Todos sabemos o quanto este factor é determinante para a sobrevivência económica da ilha, em especial em momentos tão desafiantes como os actuais.

Assim, como início de discussão, sugiro que nós, utilizadores habituais do Twitter na Madeira, criemos uma #hashtag base para ser utilizada sempre que haja uma situação de crise extrema de ordem natural, da qual não conste o nome e a #Madeira. Esta hashtag, como todos nós sabemos, é sempre utilizada na promoção da Madeira (fotos de paisagens, eventos, promoções turísticas, hoteis, restauração, etc). Desta forma, diminuiríamos o impacto negativo (em especial em vídeos e fotos) da informação que transmitíssemos nestas situações. Essa hashtag base deveria ser utilizada sempre que houvesse uma situação de emergência, acrescentando alguns dígitos que definisse a situação pontual em divulgação.

O @E_O_Rodrigues (Eduardo Rodrigues) já ontem deixou uma sugestão #ramfogo . Neste exemplo, #ram seria a hashtag base a utilizar sempre futuramente e fogo indicaria o caso concreto da emergência. Seguramente muitas mais poderão ser apresentadas e discutidas, se houver participação.

É impossível controlar o que se publica nas redes sociais, mas é possível sermos conscientes na forma como se divulga, porque o bem da Madeira é o bem de todos nós. Não é com censura ou controlo externo, mas sim com o nosso próprio discernimento e auto-controlo que podemos ajudar e sermos responsáveis em termos da comunicação digital que fazemos.

Relembro que esta #hashtag base seria utilizada apenas em casos de emergência, enquanto que a promoção habitual continuaria, essa sim, a utilizar o nome #Madeira.

Comunidade madeirense no Twitter: para discussão deste assunto, criei #DizIlha onde poderão aglutinar todos os vossos comentários e deixar sugestões de nomes a utilizar. Também podem comentar aqui, mas no Twitter haverá melhor facilidade de seguimento por todos.

O que pensam desta sugestão? Comentem, critiquem de forma criativa, deixem sugestões. Todos somos relevantes como cidadãos das cidades sociais.

#DizIlha : sugere um nome para uma # de emergências para a Madeira em que não se utilize a palavra Madeira. Sê criativo e partilha, se concordares.

 

(*) Actualização: dengue

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